Entre Diálogo(s) Expressivo(s) e Quebrar Silêncios...(re)construir histórias: toda uma Odisseia
sexta-feira, 10 de junho de 2011
by Patrícia Claudino
Desde à algum tempo a esta parte que eu e o meu caríssimo companheiro Ricardo, de andanças por estas coisas expressivas, decidimos dar voz ao nosso projecto de intervenção terapêutica com jovens institucionalizadas (que fez e faz parte do trabalho realizado para a "Metamorfose do Desassossego: uma abordagem da Arte terapia Intermodal com populações de risco", também conhecida pela minha infindável tese do máster...).
O nosso objectivo com este (pseudo) poster científico-artístico, pretendeu ser a documentação do nosso processo de co-terapia, fundamentado em duas abordagens expressivas que em nosso entender têm potencial construtivo juntas. Falamos do sociodrama e da arte-terapia intermodal e a esta relação chamámos-lhe "Diálogo Expressivo: Uma possibilidade de intervenção terapêutica grupal com adolescentes em instituição de acolhimento".
Entretanto e para nosso espanto, o "diálogo expressivo" tem dado primeiros pequenos passos e andou pelo International Expressive Arts Spring Symposium que decorreu este Abril passado em Lisboa e pelo XXII Encontro Nacional de Psiquiatria e Saúde na Infância, este ano realizado na cidade de Vila Nova de Gaia, em Maio...enfim, tá feito num miúdo que só faz é comer bolachas e crescer...
E estamos crentes que agora que lhe démos voz continuará a sua viagem...para outras bandas, mas isso serão já cenas de próximos capítulos...
Para já, o "diálogo expressivo" fez-me criar alguma acção e deu o pontapé de saída para uma súmula de ideias sobre a aplicação da arte terapia intermodal na intervenção com crianças e jovens vítimas de abuso sexual: trabalho que tenho vindo a desenvolver nos últimos anos. A esta súmula de ideias dei o nome de "Quebrar Silêncios...(re)construir histórias: uma abordagem terapêutica com crianças e jovens vítimas de abuso sexual infantil" baseado sobretudo no modelo psicoterapêutico de Luise Reddemann na intervenção com o Trauma.
E, para documentar esse momento, deixo aqui a brochura da Semana da Não Violência - organizada pelo Núcleo de Apoio a Crianças e Jovens em Risco do Hospital de Faro, onde a Teresa Riccou (mentora do Projecto Chapitô) abriu a semana com uma intervenção sobre a ARTE como recurso terapêutico com crianças e jovens em risco. Sugestivo, não???
debaixo de olhares (in)discretos: uma viagem pelo corpo do outro até ao meu
quinta-feira, 9 de junho de 2011
by Patrícia Claudino
As duas semanas passadas foram literalmente "passadas" entre muitas imersões em processos arte terapeuticos, aqui e ali, de forma prática e vivencial, como foi o caso do workshop em Évora, integrado na 6ª semana da prevenção dos maus tratos, organizada pela Associação Chão dos Meninos e pela comunidade do distrito de Évora. Sob o tema deste ano "comunicação positiva", este workshop pretendeu ser subordinado a um tema geral "Artes, Expressões e Comunicação Criativa: Uma abordagem ao desenvolvimento humano " cujo mote para o processo foi...
A Arte representa desde cedo, no desenvolvimento humano, uma forma natural de expressão e comunicação, de auto-conhecimento e de exploração da linguagem interior de cada pessoa. A expressão artística pode ser um veículo de expressão e comunicação sobre o que somos, sentimos e pensamos, na relação connosco e com o mundo que nos rodeia.
Criatividade e potencial criativo estão intimamente ligados às percepções de adaptação, experiência, resolução de problemas e mudança; neste sentido, este workshop pretende, através da Arte terapia intermodal priviligiar os recursos do Lúdico, da Imaginação e da Criatividade como potenciadores de um espaço experimental de auto-conhecimento.
Criatividade e potencial criativo estão intimamente ligados às percepções de adaptação, experiência, resolução de problemas e mudança; neste sentido, este workshop pretende, através da Arte terapia intermodal priviligiar os recursos do Lúdico, da Imaginação e da Criatividade como potenciadores de um espaço experimental de auto-conhecimento.
Daqui começou a viagem até um potencial espaço & processo experimental de auto-conhecimento, com a ajuda fundamental de um acessório muito interessante - A exposição "Uma Carta Coreográfica", uma iniciativa da Direcção-Geral das Artes, comissariada pela coreógrafa Madalena Victorino e exposta na Biblioteca Municipal de Évora, debaixo de muitos olhares (in)discretos.
Nas palavras da coreógrafa: "A exposição está organizada em dois conjuntos temáticos – “duas estações”. Na primeira delas – “o corpo como adivinha” -, celebra-se a força expressiva e transformadora do corpo humano, a sua capacidade de falar “sem precisar de palavras”, e a coreografia enquanto “desenho do corpo em movimento”.
Na segunda “estação”, intitulada “a dança como fábula”, fala-se do “movimento do corpo quando este se transforma em dança”, quando “perde a sua funcionalidade”, da dança como o “jogo que o corpo faz com o espaço, com o tempo, com o peso e com a fluência da sua energia”."
Convido-vos a uma pequena viagem por algumas imagens indiscretas - Oferecem-se bilhetes de ida e volta.
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