debaixo de olhares (in)discretos: uma viagem pelo corpo do outro até ao meu

quinta-feira, 9 de junho de 2011 by Patrícia Claudino
As duas semanas passadas foram literalmente "passadas" entre muitas imersões em processos arte terapeuticos, aqui e ali, de forma prática e vivencial, como foi o caso do workshop em Évora, integrado na 6ª semana da prevenção dos maus tratos, organizada pela Associação Chão dos Meninos e pela comunidade do distrito de Évora. Sob o tema deste ano "comunicação positiva", este workshop pretendeu ser subordinado a um tema geral "Artes, Expressões e Comunicação Criativa: Uma abordagem ao desenvolvimento humano " cujo mote para o processo foi...

A Arte representa desde cedo, no desenvolvimento humano, uma forma natural de expressão e comunicação, de auto-conhecimento e de exploração da linguagem interior de cada pessoa. A expressão artística pode ser um veículo de expressão e comunicação sobre o que somos, sentimos e pensamos, na relação connosco e com o mundo que nos rodeia.

Criatividade e potencial criativo estão intimamente ligados às percepções de adaptação, experiência, resolução de problemas e mudança; neste sentido, este workshop pretende, através da Arte terapia intermodal priviligiar os recursos do Lúdico, da Imaginação e da Criatividade como potenciadores de um espaço experimental de auto-conhecimento.

Daqui começou a viagem até um potencial espaço & processo experimental de auto-conhecimento, com a ajuda fundamental de um acessório muito interessante - A exposição "Uma Carta Coreográfica", uma iniciativa da Direcção-Geral das Artes, comissariada pela coreógrafa Madalena Victorino e exposta na Biblioteca Municipal de Évora, debaixo de muitos olhares (in)discretos. 
 
Nas palavras da coreógrafa: "A exposição está organizada em dois conjuntos temáticos – “duas estações”. Na primeira delas – “o corpo como adivinha” -, celebra-se a força expressiva e transformadora do corpo humano, a sua capacidade de falar “sem precisar de palavras”, e a coreografia enquanto “desenho do corpo em movimento”.
Na segunda “estação”, intitulada “a dança como fábula”, fala-se do “movimento do corpo quando este se transforma em dança”, quando “perde a sua funcionalidade”, da dança como o “jogo que o corpo faz com o espaço, com o tempo, com o peso e com a fluência da sua energia”."

Convido-vos a uma pequena viagem por algumas imagens indiscretas - Oferecem-se bilhetes de ida e volta.


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