("Uma voz na pedra", poema de António Ramos Rosa, poeta Algarvio...)
"Não sei
se respondo ou se pergunto.
Sou uma voz que nasceu na penumbra do vazio.
Estou um pouco ébria e estou crescendo numa pedra.
Não tenho a sabedoria do mel ou a do vinho.
De súbito ergo-me como uma torre de sombra fulgurante.
A minha ebriedade é a da sede e a da chama.
Com esta pequena centelha quero incendiar o silêncio.
O que eu amo não sei. Amo em total abandono.
Sinto a minha boca dentro das árvores e de uma oculta nascente.
Indecisa e ardente, algo ainda não é flor em mim.
Não estou perdida, estou entre o vento e o olvido.
Quero conhecer a minha nudez e ser o azul da presença.
Não sou a destruição cega nem a esperança impossível.
Sou alguém que espera ser aberto por uma palavra. "
se respondo ou se pergunto.
Sou uma voz que nasceu na penumbra do vazio.
Estou um pouco ébria e estou crescendo numa pedra.
Não tenho a sabedoria do mel ou a do vinho.
De súbito ergo-me como uma torre de sombra fulgurante.
A minha ebriedade é a da sede e a da chama.
Com esta pequena centelha quero incendiar o silêncio.
O que eu amo não sei. Amo em total abandono.
Sinto a minha boca dentro das árvores e de uma oculta nascente.
Indecisa e ardente, algo ainda não é flor em mim.
Não estou perdida, estou entre o vento e o olvido.
Quero conhecer a minha nudez e ser o azul da presença.
Não sou a destruição cega nem a esperança impossível.
Sou alguém que espera ser aberto por uma palavra. "
Foi ao som de palavras deste e doutros poemas, excertos e estrofes, que terminámos o último de 5 workshops da 2ª série da formação Imagin.arte - Curso Introdutório em Arte Terapia Intermodal e Desenvolvimento Pessoal, organizado pela PSIMAR (Faro); este último momento versava sobre "palavras / escrita(s)".
Ficam-me gravadas na memória momentos de uma suave intensidade e alguns mergulhos sobre e com as histórias que cada um cria e se conta a si mesmo, um processo íntimo e pessoal, para alguns de descoberta e para outros de revisitação de espaços já conhecidos. E é assim, com algumas palavras e de forma breve que partilho algumas imagens deste processo, totalmente dedicadas aos que embarcaram "no tal barco...e que no regresso deixaram: uma voz na pedra".
A tod@s, o meu carinho...e obrigada!
Bem hajam...
Bem hajam...

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