Para não variar a minha tendência nos últimos meses, essa que me leva a não impor-me datas e tempos e que me leva simplesmente a fruir desse momento em que porque me apetece, porque me faz sentido, porque tenho tempo e não esqueci ou porque algo me acompanha e quero partilhá-lo, resolvo colocá-lo aqui.
Desta vez partilho o poema de NATAL do Vinicius de Moraes, que dedico a ti Ricardo que um dia o partilhaste comigo...
E dedico-o também a tod@s os que acompanham este espaço, fazendo votos que a noite de 24 e o dia de 25 tenham sido não uma obrigação estabelecida socialmente e no seio da família e sim um daqueles momento de fruir sabores, estar com pessoas que nos são queridas, e celebrar a vida - a nossa e a daqueles que amamos, e a morte - daqueles que fazem parte da nossa história e da nossa existência, e que existem algures "num espaço" sideral dentro de nós.
De igual maneira, partilho este poema de Natal para celebrar o ano que agora chega ao fim e receber com a sua "morte" o próximo que nasce...e quero igualmente deixar esta reflexão que é a minha neste momento, de como das coisas que ao morrerem em nós nos permitem abraçar novos espaços de vida, outros, espaços alternativos...e de como a vida tem esta recorrência de repetir-se nesse acto de nascer e morrer (continuamente)...
