A Tod@s: Feliz 2011!!

sábado, 8 de janeiro de 2011 by Patrícia Claudino
E a ti Silvia, um particular obrigada, por este poema!!



Recomeça….

  Se puderes 
Sem angústia
E sem pressa. 
E os passos que deres,
Nesse caminho duro 
Do futuro
Dá-os em liberdade.
 Enquanto não alcances
Não descanses. 
De nenhum fruto queiras só metade. 
E, nunca saciado, 
Vai colhendo ilusões sucessivas no pomar.
Sempre a sonhar e vendo 
O logro da aventura.
És homem, não te esqueças! 
Só é tua a loucura
Onde, com lucidez, te reconheças…

Miguel Torga
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Poema de Natal para aqueles para quem o NATAL é sempre que o homem sonha!

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010 by Patrícia Claudino
 


Para não variar a minha tendência nos últimos meses, essa que me leva a não impor-me datas e tempos e que me leva simplesmente a fruir desse momento em que porque me apetece, porque me faz sentido, porque tenho tempo e não esqueci ou porque algo me acompanha e quero partilhá-lo, resolvo colocá-lo aqui.

Desta vez partilho o poema de NATAL do Vinicius de Moraes, que dedico a ti Ricardo que um dia o partilhaste comigo...

E dedico-o também a tod@s os que acompanham este espaço, fazendo votos que a noite de 24 e o dia de 25 tenham sido não uma obrigação estabelecida socialmente e no seio da família e sim um daqueles momento de fruir sabores, estar com pessoas que nos são queridas, e celebrar a vida - a nossa e a daqueles que amamos, e a morte - daqueles que fazem parte da nossa história e da nossa existência, e que existem algures "num espaço" sideral dentro de nós.

De igual maneira, partilho este poema de Natal para celebrar o ano que agora chega ao fim e receber com a sua "morte" o próximo que nasce...e quero igualmente deixar esta reflexão que é a minha neste momento, de como das coisas que ao morrerem em nós nos permitem abraçar novos espaços de vida, outros, espaços alternativos...e de como a vida tem esta recorrência de repetir-se nesse acto de nascer e morrer (continuamente)...
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Foi você que pediu uma viagem à sua medida?

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010 by Patrícia Claudino
Passei duas tardes da semana passada (não esta que passou, a outra antes desta) a trabalhar com um grupo de mulheres: mais concretamente 8, se a memória não me falha!! Um grupo de um mês de trabalho com a Elsa, para o qual fui convidada a participar durante uma semana..."eu e as coisas das artes", tal como a Elsa me apresentou!

A minha intenção nessa semana foi pretenciosa, acho...fantasiei conduzi-las numa viagem aos seus sentires e a si, nesse corpo e nessa sua vida de todos os dias. Dias que são passados sem dar atenção às pequenas - grandes coisas - que acontecem diariamente e passam sem serem acolhidas com a devida ternura que merecem por, apesar de especiais, serem também as mais dificilmente visíveis!

O meu convite foi por isso levá-las numa viagem à sua medida! numa daquelas que não sendo pedida ou esperada, as conduziu até sítios de si - memórias passadas, algumas remotas! outras bem presentes e nem por isso novas - e ao (eterno) encanto da partilha, esse sítio de descanso tão especial como deitar a cabeça no colo de outra pessoa e deixar-se ficar e receber carinhos, palavras de apreço e compreensão. Não havia como não arriscar e partir nessa viagem, e perguntar-lhes no seu íntimo, a cada uma delas: foi você que pediu uma viagem feita à sua medida?

Escrevo agora, hoje...sobretudo porque não quero chegar ao amanhã, um dia especial. Recebi um convite de almoço que aceitei de coração aberto! um último momento com elas! e, tanto quanto sei, um potencial recomeço!

Aqui deixo um breve registo fotográfico de alguns desses "pequenos-grandes momentos" e claro, como não poderia deixar de ser o meu obrigada à Elsa, por estes momentos juntas!


 
E, porque também a elas lhes quero dedicar umas palavras especiais, deixo aqui um poema de Amália Rodrigues, uma mulher a quem admiro profundamente...
 
  Estranha forma de vida!

Foi por vontade de Deus
Que eu vivo nesta ansiedade
Que todos os ais sao meus
Que é toda minha a saudade
Foi por vontade de Deus

Que estranha forma de vida
Tem este meu coração
Vive de vida perdida
Quem lhe daria o condão
Que estranha forma de vida

Coração independente
Coração que não comando
Vives perdido entre a gente
Teimosamente sangrando
Coração independente

Eu não te acompanho mais
Pára deixa de bater
Se nao sabes onde vais
Porque teimas em correr
Eu nao te acompanho mais