petit gateau de chocolate com gelado de baunilha, pulverizado com pimenta rosa

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010 by Patrícia Claudino
Que raio de imagem será esta??? 
Queria que a história que hoje partilho fosse acompanhada por uma imagem que lhe fizesse justiça... não sei se será o caso de uma lupa com micro-espelhos, daquelas nos ajudam a ver coisas invisiveis e que multiplicam pormenores, pequeninos mas muitos e só isso já vale a pena.

Apesar da distância de quase um mês (depois), quero partilhar a ESTÓRIA do "em tons de brincadeiras" que contou com a presença de 4 mães, uma avó e...umas 15 crianças, se não me engano!  Hora e meia de animação rapidamente resumível em correrias, balões pelo ar, o conto de uma história, abraços & massagens, sorrisos & birras e emoções fortes!

Dito desta forma soa a animação/agitação/confusão...e serão imagens justas daquele momento!
Fico sempre fascinada, em situações pontuais como esta foi, quando quase por acaso surge algo especial e pouco perceptível aos olhos que vêem, mas não imperceptível à nossa sensibilidade.

Quando chegámos, impressionou-nos - a mim e à Elsa - a vitalidade, energia e amor da avó que por lá estava, e que vestia o papel de  avó-mãe, pela morte da sua filha e mãe da pequena  que a acompanhava e que não sabia o que fazer quando as conversas fossem parar aos afectos, aos abraços e à família. 
De uma HISTÓRIA surgiu um toque e desse TOQUE, primeiro a medo e estranho que entretanto cresceu, cresceu e cresceu, até se tornar GRANDE, surgiu um ABRAÇO afectuoso, um OLHAR tranquilo e um eterno OBRIG@D@.

Soubemos mais tarde que aquele momento, traduzido por um abraço terno, tinha algo de inédito! e mesmo de mágico! muito desejado pela avó e muito evitado pela pequena...que simplesmente aconteceu!
Claro está que contado, soa só a coisa normal e até corriqueira, mas aos nossos olhos soube-nos a "petit gateau de chocolate com gelado de baunilha, pulverizado com pimenta rosa"...huuummm!!!

À avó & à menina, aos pequeninos & pequeninas e às mães deixo um abraço grande, quente e doce. À Lúcia, à Manuela e à Ana, outro...pequenino, meigo, dos que nos fazem voar - ir à lua e voltar... 
À Elsa, apenas o meu olhar atento de criança que a ouve contar uma história e fica boquiaberta à espera desse doce final tão desejado e simplesmente FELIZ.

"Em tons de brincadeira"

sábado, 6 de novembro de 2010 by Patrícia Claudino
A convite da Lúcia, surgiu o desafio de uma sessão de arte-terapia para pais & filhos no CAFAP "ComVida" de Palmela! Aceitei o desafio e tomei a liberdade de convidar a Elsa para vir comigo (tendo em conta a sua área de intervenção ser sobretudo a educação parental, na equipa do "em família para crescer" do Chão dos Meninos - nosso local de trabalho).

Vamos lá ver com que linhas nos iremos cozer numa hora e meia.

Expressive Arts Spring Symposium 2011

segunda-feira, 1 de novembro de 2010 by Patrícia Claudino
Foi com muita alegria que recebi a notícia anexada a um email sobre...

E por querer aqui partilhar um pouco deste espaço...tomei a liberdade de retirar um excerto de Stephen K. Levine, publicado no site do symposium. Um excerto que tem o potencial de ser  (creio) a metáfora deste espaço de viagens. Tomo a liberdade de a transcrever aqui, sublinhando a sugestão da visita ao site artshaping
 
"In Federico Fellini’s film, And the Ship Sails On, a community of artists travel to a remote island to scatter the ashes of a beloved opera star. Unknown to the passengers, a love-sick rhinoceros lies in the hold of the ship. When the vessel finally sinks after an enemy attack, the narrator is left alone in a lifeboat with the rhino. He turns to the audience and asks, “Did you know that a rhinoceros gives very good milk?” 

The arts can carry us to distant shores to mourn and also to celebrate. In difficult times, we can be sure that the ship of the arts will sail on, a lifeboat for all of us – and for a little bit of absurdity too. We hope to find very good milk as well. Stephen K. Levine"  

...e termino endereçando umas palavras do Bernardo Soares, no Livro do Desassossego, à Carla em tom de agradecimento pela partilha..."Sim, a arte mora na mesma rua que a vida, porém num lugar diferente".